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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Windows 8 terá reconhecimento de voz

A Microsoft está trabalhando para que o seu mais novo sistema operacional, o Windows 8, seja capaz de, entre outras funções, fazer reconhecimento de voz para executar comandos. O produto será conhecido como Microsoft Tellme. A intenção é criar um sistema consolidado onde tudo possa ser feito através da voz, sem a necessidade de periféricos como mouse e teclado.

Tela inicial do Windows 8 (Foto: Divulgação)
O Windows 8 agregaria funções das novas gerações de smartphones e do Kinect, levando a experiência do usuário com o computador para outro nível, onde a interação não necessitaria do tato e a voz seria predominante na relação homem-computador.
Os executivos da Microsoft vêm mostrando em diversos eventos como os Windows Phonespodem fazer ligações através de perguntas faladas, mas a nova versão de celulares poderá transformar textos em falas e vice-versa, um ótimo recurso para mandar mensagens em redes sociais e e-mails.

Já o Kinect, controle da Microsoft que dispensa aparelhos periféricos, usando apenas o movimento do corpo, poderá reconhecer voz e interligá-la ao Bing, fazendo buscas de filmes, vídeos, músicas e tudo o mais que puder ser buscado pela ferramenta, apenas usando a voz.O Windows 7 já executa algumas funções através da voz, mas ainda com resultados insatisfatórios para a Microsoft. Na nova versão, muito mais comandos estarão disponíveis e, como o sistema terá o incentivo ao uso do HTML5, muitos programadores poderão aproveitar para programar aplicativos que tenham a voz como principal fator de comando.

domingo, 14 de agosto de 2011

O “chip do tesão” que Renata Banhara implantou no corpo

Tratamento é indicado para apenas 30% das mulheres que apresentam queda da libido

Primeira eliminada da quarta edição do reality show “A Fazenda”, a modelo Renata Banhara contou um segredinho que surpreendeu os colegas de confinamento. Ela revelou que colocou um “chip” no corpo para recuperar a libido. O tal dispositivo é na verdade um implante hormonal de testosterona, recurso usado por ginecologistas para reavivar o apetite sexual de algumas mulheres.
A testosterona é o principal hormônio produzido pelo corpo do homem, responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas. Presente no organismo feminino em menor quantidade, a substância contribui para o apetite sexual da mulher.
Ginecologista renomado no tratamento da sexualidade feminina e adepto dos implantes hormonais, o médico Malcolm Montgomery explica como o tal “chip do tesão” funciona. Implantado embaixo da pele, o tubinho de silicone libera entre 0,3 e 0,6 miligramas da substância no organismo a cada 24 horas. “Esses implantes são usados há 30 anos. Com o passar do tempo, eles foram se modernizando e ficando tecnicamente mais confiáveis”, conta. Ainda de acordo com o ginecologista, a vantagem dos implantes em relação à medicação via oral é o fato da testosterona não ter que passar pelo fígado, onde obrigatoriamente parte dela ficaria retida, exigindo assim uma quantidade maior da substância.
A descoberta do Viagra feminino?
A reposição da testosterona está longe de ser a solução para todos os problemas sexuais das mulheres. Carolina Carvalho Ambrogini, ginecologista da Universidade Federal de São Paulo, explica que nem sempre a questão é hormonal. “Muitas vezes o que está envolvido é um relacionamento desgastado. Não adianta você dar hormônio se o relacionamento não está bom”, analisa a especialista.
Malcolm conta que apenas 30% das mulheres que se queixam de falta de apetite sexual apresentam algum desequilíbrio hormonal, como a baixa produção de testosterona. Em média, 30% das mulheres sentem pouco ou nenhum desejo por questões de saúde, como depressão e insuficiências renal e cardíaca, outros 30% sofrem com problemas sócio-psicológicos, relacionados a traumas e valores religiosos, e 10% têm causas desconhecidas.
Dessa forma, antes de iniciar qualquer tratamento, é preciso descobrir os fatores envolvidos na queda da libido, inclusive em mulheres jovens como Renata, de 36 anos. “A sexualidade humana depende de interações complexas entre processos mentais, mecanismos neurofisiológicos, bioquímicos e as relações interpessoais. Alterações em alguns destes setores levam à diminuição do desejo na mulher”, aponta a Angela Maggio da Fonseca, ginecologista e professora associada da Universidade de São Paulo.
Também faz sentido levar em conta as expectativas da paciente. Dar ouvidos a histórias incríveis (e muitas vezes fantasiosas) pode levar uma mulher saudável – com altos e baixos normais da atividade sexual – ao consultório médico. Renata, por exemplo, estava cansada de se sentir diferente: “No meu meio as minhas amigas chegam e falam: ‘eu sou irada, dou pirueta no teto, giro no lustre’. Daí eu fico olhando com uma cara... Às vezes eu sou assim, mas às vezes não. Às vezes fico meio broxa”.
Efeitos colaterais e custo do implante
É preciso tomar cuidado com o uso da testosterona. O excesso dela pode causar efeitos colaterais, desencadeando um processo de “virilização” da mulher. “A voz pode ficar grossa, o cabelo cair, pode ocorrer aumento do clitóris, aumentos dos pelos e a pele ficar mais oleosa”, alerta Carolina. “Por essa razão a testosterona precisa ser bem indicada, não é para todo mundo”, completa.
Importados, os tubinhos não são baratos. Cada unidade custa entre R$ 500 e R$ 600. Dependendo da recomendação médica, a mulher pode implantar de um a seis desses tubinhos para obter um resultado satisfatório. O procedimento cirúrgico leva só dez minutos, não é necessário nem dar ponto. Depois de 60 dias, a paciente volta ao consultório para saber se há necessidade de ajustar a dosagem. Os implantes podem ficar no corpo feminino até um ano e meio antes de serem trocados. No primeiro mês de uso, os efeitos já são sentidos

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